Mostrando postagens com marcador Hardcore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hardcore. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Resenha: Dead End – Free From Society [EP]

Mesmo tento perdido o show do Gorilla Biscuits, procurei saber das bandas de abertura. Eis que me deparo com Dead End. De São Paulo, Vegan, Straight Edge, lançam seu primeiro registro, chamado “Free from Society” com 8 musicas pesadas com temas que abordam desde legalização de drogas a sexismo.

Introduzindo com a instrumental “xVx” temos logo de cara a guitarra pesada com aqueles riffs clássicos do estilo. Logo em seguida “Nation”, com o baixo dando o tom veloz da música e sendo seguido de perto pela voz gritada da vocalista Marília. Destaque também pela letra “Don't you ever think about women and children made as slaves?/By drug dealers, the police, and all the politics/Legalization is an illusion/Capitalism dictates what you sniff, what smoke and what you put in your veins”, trazendo uma nova ótica, relacionando o consumo de drogas com a violência contra crianças e mulheres.

“Keep This Flame Alive” vem correndo, veloz e gritada trazendo uma mensagem positiva para os adeptos do Straight Edge

” Commitment that can't be broken till death apart us
Stay faithful ‘cause this won’t be a season of our lives 
You will never be alone because we are here
We will keep this flame alive, we will meet our goals

We will keep this flame alive, we will meet our goals
During all my life this will be my choice
Straight edge!”

A quarta faixa é “Turn me Down”, uma das musicas mais porrada do disco, tendo a linha de vocal encaixada muito bem com o instrumental, dando uma velocidade a mais sem perder o peso. Logo na sequência vem “The Truth in You”, com a guitarra fazendo a chamada para o som, com muita velocidade e com direito a coro no “Vegan Straight Edge, realize!”. Lembrando, outro som trazendo uma mensagem positiva, principalmente aos SxE.

A faixa que dá o nome ao registro “Free From Society” não poderia passar despercebida. Ainda com velocidade total, essa faixa se destaca por momentos rápidos e momentos cadenciados, lembrando também da letra, coisa muito importante nos gêneros derivados do punk.

“Brave enough to take it, I’ll do what I want
We’re all the same, respect our individuality
We can live in peace, freedom has to come
We're fighting to realize we are free from society

We won’t let it go
We’ll face it ‘till the end
And it won’t end ‘till I say so
Screw that if you don’t agree

Free from society”

A próxima e penúltima é “I am not your body”, com a pegada rápida intercalando com momentos cadenciados. E chegando ao final do registro “Digging Graves” começa com tudo, na minha humilde opinião, o melhor riff do disco, tendo um coro em cima dando uma emoção a mais a faixa. E vai a letra também, porque é importante, leiam.

“I say this game have never been this shame
To resist consists, beyond changing the way we think

Our soul can’t grow while we keep this shallow
Infection in human brain
Society is digging graves with pain

We must to reply
If still many reasons why

The time is running out
Our world is suffering from a dangerous disease
Gotta overcome through solidarity
Communication and consciousness
Decolonize and destroy
Capitalism!”

Banda: Dead End
Disco: Free From Society
Ano: 2014
Tempo: 13:06 min.

Faixas
  1. xVx
  2. Nation
  3. Keep This Flame Alive
  4. Turn me Down
  5. The Truth in You
  6. Free From Society
  7. I am Not Your Body
  8. Digging Graves

Download e Streaming: http://xdeadendx.bandcamp.com/


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Evento: Thrash Attack Interior - Leme/SP


THRASH ATTACK INTERIOR

Bandas:

Critical Fear - Iracemápolis
pt-br.facebook.com/critical.fearthrash

Bad Taste - Campinas
pt-br.facebook.com/badtastecampinas

Truehell - Americana
pt-br.facebook.com/TrueHellOfficial

Dia 12 de Setembro de 2014 (Sexta-Feira)
19 horas - Entrada R$ 10,00

Local: Kaiowas MC
Av. 29 de Agosto, 1259 - Centro - Leme/SP

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Resenha: Take me Back – Risca a Faca

O movimento punk no Brasil começou nas cidades grandes, uns dizem que foi em São Paulo, outros falam que foi em Brasilia. Isso não importa muito, o que importa que a cultura punk foi disseminada por toda parte do país. Começou na capital e invadiu o interior. E é um representante do interior paulista que trago hoje. Take me Back, oriundos de Itapira, iniciaram suas atividades em 2010. Formada por Lik Galaverna (Vocal), Alemão (Guitarra), Cristiano (Baixo) e Junior Domingues (Bateria) tem “o intuito de unir a ira do punk rock com agressividade e a dureza do hardcore. Criando uma música intensa e direta”. E é nesse contexto que em 2014 lançam seu segundo EP, intitulado “Risca Faca”.

Sem muitas frescuras “Nas cegas profundezas da noite” começa trazendo a violência com velocidade ao registro. Bateria rápida, cordas pesadas e vocais grossas.  Apesar da musica curta ela tem um espaço para um solo de guitarra bem trabalhado.

“Repetição”, não tem espaço para introdução, vocal registrando sua presença desde o primeiro segundo. Essa faixa tem uma pegada mais pesada e cadenciada em seu refrão, trazendo uma influencia mais moderna. Mesmo tento um refrão cadenciado a faixa é curta e a maior parte dela tem uma pegada mais rápida.

A terceira e ultima faixa que leva o nome do registro, “Risca Faca” vem extremamente rápida, introduzida somente pela guitarra. Com um refrão muito interessante onde contrapõe bateria rápida e cordas marcando somente junto com o vocal, esta faixa se torna o grande destaque do disco.

Disco curto, com apenas 3 faixas e de curta duração. Mas um registro memorável que deixa qualquer amante do gênero feliz. Take me Back vem pra consolidar o interior como produtor de Hardcore, não perdendo em nada para as bandas da capital.

Banda: Take me Back
Disco: Risca a Faca
Ano: 2014
Tempo: 04:04 min.
Faixas
1.       Nas cegas profundezas da noite
2.       Repetição
3.       Risca faca

Streaming e download: http://takemeback.bandcamp.com/


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Resenha: Chained Down – Crossroads

Apesar de o punk estar associado, para a maioria das pessoas, ao aspecto “sujo”, bêbado, drogado, sem banho. Há o lado face limpa, chamado de Straight Edge. Iniciado com bandas como Teen Idles, Minor Threat, SDD e depois ganhado impulso com as bandas Youth Crew, o estilo permanece vivo e, diga-se de passagem, ainda mais forte. Chained Down é uma das bandas que ajuda o estilo se perpetuar. De Salt Lake City, (Utah/EUA) apresentam em 2014 o EP “Crossroads”.

Abrindo o disco com força total, “Doubt” tem tudo o que o estilo demanda. Guitarras pesadas, bateria rápida, baixo distorcido, vocal gritado, paradas, breakdown e tudo o mais.

“Sham Life” começa rápida e sem introdução, com o vocalista já mandando o verbo. “Sell me out/Just to get ahead/You're just as real/As the words you said/Trying to please everyone you meet/I'm not going to fall/For your deceit/Going on about your so called life/You can't fool me/I know what's right/The time will come/When you will see/You're living a sham/And the truth will set you free/Set you free”. E no meio da faixa há as famosas pausas para o 2step que os amantes do gênero tanto amam.

A guitarra em cavalgada chama a faixa “Impact”. Com uma pegada até meio Thrash Metal a musica tem grandes chances de ser o destaque do disco. Não só pelo som, mas pela letra:

“I want to thank
Everyone I know
For leading me down
This new found road
Every step I've made
Every move I make
Has made me who I am today

I am where I am
Because of the ones
Who gave me a chance

Take a step
A leap of faith
You'll never catch what you don't chase
Take a step
Set a pace
You'll never catch what you don't chase

I am where I am
Because of the ones
Who gave me a chance

This one goes to everyone who's helped me along the way
No matter how big or small
Impact is impact
And everything I've done has led me to where I am

Keep it real
Bust it”

“Vile” é introduzida pelo contra baixo, logo dá espaço para todo o instrumental, para depois retornar a ser o coadjuvante dando tom para o vocal. Esta faixa tem uma pegada mais lenta que as demais do disco, mas não por isso se torna menos legal, tendo seu valor para o registro.

Emendada com “Vile”, “Identity”, é introduzida por um baixo rápido, sendo seguido da mesma forma pela guitarra e bateria. A faixa só dá uma parada para um refrão e um breakdown. Outro fato que destaca “Identity” é a letra antidrogas e siga de cara limpa:

“I live my life
Day by day
Always focused
Always straight
I'll never falter
I'll never stray
I'll live my life
The straight edge way

Drug free
For me

No temptations
None for me
I'm set apart from society
Who I am is who I'll be
Straight edge is part of my identity

Who I am is who I'll be
Straight edge is part of my identity

I live my life
Day by day
Always focused
Always straight
I'll never falter
I'll never stray
I'll live my life
The straight edge way”

Na pegada rápida vem “Strenght Within”, com outra boa letra:

“Times have changed
And it's gotten rough
It's easy to say
"I've had enough"
Hold strong
Be true
Don't let times get to you
Don't look down
Keep your head up high
Don't give in
Just try
Focus on how to thrive
Focus on how to survive
How to survive

Don't make excuses
Make corrections
The power to change
Lies with the strength within
Holding strong and being true
Provides the power of the strength within

Strength Within”

Continuando a pedrada “Set Aside” vem com a guitarra dando o tom, mas em pouquíssimo tempo já vem o conjunto inteiro. Legal quando fica só a bateria e vocal. Mais uma faixa boa e que você por horas se pega cantando junto. E o melhor, no final tem coro, o que nos ajuda a decorar as letras. “Set aside/Our differences/We're all in this together/Hardcore lives/Wave your colors/Be who you are in inside/Show me some more of that/Hardcore pride”

E para fechar com chave de ouro, “Held back” vem rápida e com direito a todos os artifícios do gênero, 2 step, breakdown, bateria rápida, coro e etc.

Conclusão. 8 faixas, 13 minutos de puro Hardcore. Letras ótimas, com pegada de Positive Hardcore. Disco pra se escutar a qualquer hora do dia.

Banda: Chained Down
Disco: Crossroads
Ano: 2014
Tempo: 13:03 min.
Faixas
      1.       Doubt
      2.       Sham Life
      3.       Impact
      4.       Vile
      5.       Identity
      6.       Strenght Whitim
      7.       Set Aside
      8.       Held Back

Streaming e download: http://chaineddown.bandcamp.com/


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Evento: Punch em Mogi-Mirin


Último show da tour do Punch!

Coletivo Insurgência Ativa apresenta:

Punch (San Francisco/CA - EUA)
- http://punchcrew.bandcamp.com/

Urutu (SP)
- http://urutu.bandcamp.com/

Ritorsione (Uberlândia/MG)
- http://ritorsione.bandcamp.com/

Makumbah (Leme/SP)
- http://makumbah.bandcamp.com/

08 de Junho | Domingo | 16:20h

+ Venda de material independente (camiseta, vinil, cd, patch, bottom, etc.)
+ Venda de comida vegana
+ Discotecagem no vinil

Entrada: 
$10 - antecipado (em breve sai os pontos de venda)
$15 - no dia

Local do show: 
Bar do Juca | Av. Padre João Vieira Ramalho, 325 Mirante, Zona Leste | Mogi Mirim/SP

domingo, 11 de maio de 2014

Resenha: Apoyo Mutuo – La Unión nos Hace Fuertes

Eu nem sei quando foi a primeira vez que uma mulher pegou o microfone para cantar Hardcore, mas sei que é uma coisa que chama muita a atenção e hoje lhes apresento uma banda de Hardcore com pegada N.Y. com boas pitadas de metal, Apoyo Mutuo. Situada em Madrid (Espanha), iniciaram suas atividades em Setembro de 2012, lançaram seu primeiro E.P. intitulado “La Unión nos Hace Fuertes” em Fevereiro de 2013. E é deste E.P. que vamos falar hoje.

Abrindo o disco com a música que leva o mesmo nome da banda “Apoyo Mutuo” logo vemos similaridade com a escola NY de HC, com riff marcante e coro gritando “Madriz Hardcore”. Refrão muito foda, passagens com mais pegada Metal, mas nada com muita frescura, pois esta não é essência do HC. Sendo a única faixa com letra em espanhol, esta se destaca muito (gosto muito do sotaque espanhol no hardcore), segue letra abaixo.

“Apoyo mutuo, dos cero uno tres, Madriz hardcore.

Amamos esta vida, apoyamos nuestra escena,
no es ninguna mentira.
Dejemos las diferencias de lado,
estamos aquí por la misma causa.

Hartos de tanta mierda,
de mentiras y de corrupción.
Juntemos nuestras manos,
llegó la hora de nuestra revolución.

Violencia en nuestros bailes,
fuerza, rabia, lucha, unión y diversión (x2)

Apoyo mutuo, Madriz Hardcore.

Amamos esta vida, apoyamos nuestra escena,
no es ninguna mentira.
Dejemos las diferencias de lado,
estamos aquí por la misma causa.

Hartos de tanta mierda,
de mentiras y de corrupción.
Juntemos nuestras manos,
llegó la hora de nuestra revolución.

Violencia en nuestros bailes,
fuerza, rabia, lucha, unión y diversión (x2)

Apoyo mutuo, Madriz Hardcore.

La unión nos hace fuertes, invencibles,
unidos nadie podrá pararnos,
seguiremos hasta el final
hasta conseguir nuestro ideal, nuestro ideal.

La unión nos hace fuertes
seguiremos hasta el final.
La unión nos hace fuertes
hasta conseguir nuestro ideal (x2)”

A faixa seguinte (“Turn this shit into gold”) é o baixo que chama o resto dos instrumentos e esta se mostra mais veloz, apenas dando umas paradas no refrão pra destacar os versos “Government, pollution. Sickness, poverty” e “Dollars and corruption. Politicians are shit”. E somente no final a composição fica cadenceada quase como um breakdown.

“My think, my rules” começa mais cadenciada (mas isso não faz dela menos violenta), só muda esse cenário lá pela terceira estrofe onde só da licença para um breakdown questionando “Have you thought on this someday?/Are you praying for your life?”, mas logo volta com velocidade e a musica termina em um breakdown mais poderoso que o outro. Faixa muito bem trabalhada.

“Family ins't About Blood” tem uma letra mais curta que as outras do E.P. e celebra a amizade. E esta começa rápida, sem firulas, cantando rapidamente os duas primeiras estrofes, somente dando licença para um refrão mais pesado, mas logo retornando com velocidade, terminando em coro gritando “Family ins’t About Blood”.

A quinta faixa “A.C.A.B.” tem uma pegada mais old scholl, com bateria mais rápida, e refrão totalmente em acordes. Só muda no final, terminando novamente em um break fulminante, declarando “All cops are bastard”. Faixa que fará você socar o ar sem sobra de dúvidas.

E finalizando o disco “Jealous” começando com uma pegada mais Thrash Metal, mas logo intercalando com passagens mais N.Y.H.C. terminando o disco com grande classe.

“La Unión nos Hace Fuertes” é um E.P. que merece listar em qualquer lista de melhores do ano, ainda mais por se tratar de uma banda novíssima. Um bom trabalho intercalando partes cadenciadas, com partes rápidas, partes metal, partes hardcore. Minha vontade é destacar todas as faixas, mas, a que mais me chamou a atenção foi a “Apoyo Mutuo”. O grupo poderia apostar mais em letras em sua língua de origem.

Streaming e download: http://xapoyoxmutuox.bandcamp.com/

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Resenha: Proletariat Youth – Chin Check

Desde seu nascimento, o punk sempre teve muito haver com as reivindicações dos operários fabris, também conhecidos como proletários e também com a juventude, muitos garotos do cenário punk/hardcore montaram sua primeira banda com 15, 16, 17 anos. Proletariat Youth é o resultado moderno destas duas vertentes que foram influência para as bandas Old Schools do gênero. Seguindo a ética Straight Edge/Vegan e influenciados pelo hardcore Youth Crew, estes norte-americanos (de Riverside, California) lançou em Março de 2014 o EP “Chin Check”.

Logo de cara com “Her” temos uma musica extremamente rápida, com direito a coro e breakdown, uma letra mais longa que o geral encontrado no gênero, mas, sem encher demais a paciência do ouvinte. Seguindo no mesmo tom vem “True ‘Till College”. “New Trend” começa mais cadenciada sendo introduzida apenas por baixo e bateria, lembrando bem mais o estilo Straight Edge de tocar, inclusive pelo couro antecedendo os versos mais rápidos da música. Logo após vem a música que dá o nome ao E.P. “Chin Check”, e o que tenho a dizer dela é que a bateria come solta a musica toda, exceto pelo final mais cadenciado com direito a coro. “Get Over it” começa totalmente sem frescuras, sem tempo para introdução e termina em um 2-Step nervoso. E fechando o disco “No Words” me deixou sem palavras (desculpem a piadinha infame), a melhor do disco.

Com 6 músicas e 11 minutos, Proletariat Youth, cumpriu seu papel, tem tudo para se consolidar no cenário hardcore.

Streaming e download: http://xproyouthx.bandcamp.com/
Instagram: @xproyouthx
Tumblr: xproyouthx.tumblr.com
Twitter: @XProYouthX



terça-feira, 6 de maio de 2014

Resenha: Violent Stomp – Demo 2014

Acho que nunca em tanto tempo de história o Straight Edge foi tão difundido por estes lados. Hoje venho apresentar mais um lançamento, a Demo 2014 da banda Violent Stomp. Formada por Lucas (vocal), Vinicius (bass), Marcos (guitar), Rodrigo (guitar) e Daniel (drums).

Musicas curtas, vocal gritado e ritmo geralmente cadenciado eles apresentam 6 sons de muita qualidade.

“Intro/Slam Stomper” abrindo o disco com samples de musicas ligados como se fosse uma rádio e depois o baixo dando o tom da musica terminando com os dizeres “violent stomp/what you gonna do?”. Logo em seguida vem “Can’t Bring us Down” colocando um pouco mais de velocidade na coisa. “Out of time” nos trás:

“we are subjected day by day to live like robots
feeding the machine that moves the society
they want to impose how I should think and how I should act
you can't change my mind
‘cause for me i know what’s right
no one can tell me what to do
and i won't be part of this shit

i’m sick of play this game
and follow all these fucking rules
I will live my life of my way
i'm running out of time”

“Face Reality” vem com uma pegada mais cadenceada mas logo depois adiciona velocidade à musica até o fim. Logo em seguida vem “Brotherhood”, que em minha opinião a melhor do disco, puxando em tom rápido “another year hás passed/and we still stick together/marked on my skin”. “Violent Stomp” conta com a participação de Max (Sentenced).

ABC Paulista está muito bem representado.

Streaming e download: http://violentstomp.bandcamp.com/

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Resenha: Gross Out - Demo

No mundo globalizado não existe mais esse negócio de “ah, lá é muito longe” ou “ah as coisas ainda não chegaram em tal pais” ou ainda “ah, aquele pais não tem tradição nisso” e por assim vai.

Gross Out vem pra mostrar que esse lance de distancia não existe mais. Fazendo um Hardcore Punk em Szombathely/Hungria (não me peça pra soletrar). Lançando a Demo em Março de 2014 a banda vem para disseminar a cultura Straight Edge por aquele pequeno país, e para nós também, por que não?!

Com 8 faixas e aproximadamente 10 minutos eles mostram para o que vem.  Logo de cara “Dance for Ignorance” começa o disco com velocidade. “Arrow” segue na mesma toada “your misery is my only home/I’m only happy when I see pain in your eyes/I’ll destroy what you really love/with your own weapon used against you”. “Mental Strenght” continua com a velocidade e declara nos ultimos versos “my mind is the only prinson/but I tear it down – TEAR IT DOWN/This is not bullshit/this is Mental Strenght”. “Blindfold” é merecedora de um moshpit violento.

Capa Demo
“i am the face of man-made suffering
i want you to look me in the eye...

...and look what you've done
your weakness is my meat
your abuse is my blood

but sometimes my breed falls into a rage...

...and you die!
for abuse...
for ruthlessness...

(because)
our souls - are stolen (by you)
our strength - is sold (by you)
our life - nothing (for you)
our existence - mourning

i am the face of man-made suffering
humans on the cross, animals on meathooks

REPEAT THIS HELL
repeat this fucking hell...

these hands are behind the barbed wire
they want me, they scared me
i hope one day you suffer like them”

“Arms” e “Labyrinth” seguem a tendência. “H.P.C..S.M.C.” em 16 segundos trás a mensagem “Hardcore police can suck my cock...and the straight edge (police) too!”. E o disco abaca com “Tension”

“this world is a cesspit
cold blood from cold hearts
dig! dig a fucking grave

NEVER - never underestimate
NEVER - the stupidity of man

this life lobotomizes with her dirty hands
i want to stay away from you
this is my never passing headache

i beat my head against the wall
this life can't break me down
just me, the four walls and my straitjacket

i don't think about the answers
sometimes i feel like an animal
my rationatily is lost in your stupid words”

Grande destaque para as musicas “Mental Strenght”, “Blindfold” e “Tension”

Streaming e download: http://xgrossoutx.bandcamp.com/


terça-feira, 29 de abril de 2014

Evento - Conquest for Death em Mogi Mirin


Coletivo Insurgência Ativa apresenta:
_
01 de Maio | Quinta-Feira (FERIADO) | 17h
$10 antecipado | $15 na portaria
+ Venda de material independente (camiseta, vinil, cd, patch, bottom, etc.)
+ Venda de comida vegana
+ Discotecagem no vinil
Local do show: Bar do Juca | Av. Padre João Vieira Ramalho, 325 Mirante, Zona Leste | Mogi Mirim/SP
_
Pontos de venda (Ingressos disponíveis em breve):
MOGI MIRIM: School Store - Rua Padre Roque, 284 - Sala 1
MOGI GUAÇU: Escória Tatuagens - Rua José Pedrini, 206
ITAPIRA: LSO Tecnologia - Rua Rui Barbosa, 687
arte por Luís Felipe Loyola (Ritorsione)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Resenha: Mood Swing – Endless Cycle [Demo]

O movimento Straight Edge teve inicio na decada de 80 com a banda Minor Threat, e logo depois ganhou impulso em Boston com SSD, Negative FX, Gang Green. Este legado continua vivo até hoje, e muito mais forte e disseminado pelo mundo todo, uma prova disso é Mood Swing.

Banda oriunda de Sydney (Austrália, a terra dos cangurus) tem a influência do Hardcore Straight Edge dos anos 90, riffs pesados, vocal gritado, coros em algumas frases. E foi com essas influências que em Abril de 2013 lançaram a demo “Endlees Cycle”.

Abrindo o disco com força total vem a faixa intitulada “Server”, e logo em seguida “Wake Up”, na pegada do Positive Mental Atittude vem os versos:

Endless Cycle - Mood Swing
“Wake up, you’re not king
Wake up, there’s nothing to prove
Push me around, see how far I go
Take me to the edge, I’ll combust and explode
Sick of your big mouth and your attitude
Don’t kick me around, you’ve got nothing to prove
Take me to the edge, combust and explode
Take me to the edge, I’ll combust and explode
Wake the fuck up                  
Stop fucking lying, there’s no need to pretend
Your ego makes you think you’re the fucking man
But in reality you need a head check
You’re fooling no one, no need to pretend.”

Na sequência “Fi the Mould” continuando a agitação e a pegada crua clássica do Straight Edge. “Repeat” fala sobre o ciclo vicioso que a vida nos impõe, logo abaixo os versos:

“Thrown in the way
Of a cycle that just won’t let me
Escape the grip constricting me
Try and keep me stable, maintain sanity
This routine slowly killing me
Had it up to here, every day is the same
Over and over, weighing down my brain
Clawing past the surface to break myself free
Routine slowly killing me
Sick of the cycle
Sick of routine
Sick of nothing fucking changing for me
Sick of expectations
Sick of the rules
Sick of all the pressure placed on me
Routine
Routine killing me”

E sem dar chances para descanso vem “Guilt”, na pegada rápida até chegar o refrão, dando uma quebrada mas mesmo assim sem perder a potência. E as duas músicas que fecham a demo “The Bottom Rung” e “Crush” seguem na mesma cadencia do disco todo. Destaque para as músicas “Wake Up” e “Fit the Mould”.

E com o final da audição deste disqueto, chego a conclusão que o Sydney Stile está bem representado com esta demo de peso.


Resenha: Nametaker: Demo 2013

O Hardcore nasceu no final dos anos 70, começo dos 80, e desde aquela época o hardcore tem a sina de nadar contra a maré, desde suas letras, som agressivo e a própria cultura D.I.Y. E até hoje, mais de 30 anos depois, o HC continua nessa função de contra cultura. Hoje, uma boa parcela das bandas desse gênero são Vegans, e hoje eu trago uma banda de Stuttgart (Alemanhã), chamada Nametaker. Apesar da longitude suas musicas tem uma forte influência do Hardcore Nova Iorquino (que mistura o Hardcore Punk até o Rap e Hip/Hop).


Demo Nametaker
Lançando sua Demo em Novembro de 2013 esses alemães já mostra seu potencial. A começar pela faixa que abre a demo “The Harder you Fall” já mandando um “Fuck You! / Head up your ass – nose in the Sky”. Vocal claramente influenciado pelo rap e no refrão um coro gritado “YOU FALL / The harder you fall / YOU FALL”. A faixa “Count on Me” é a exaltação do Stay Free do movimento Straight Edge, e ela é a prova que é possível fazer um bom trabalho mesmo sem trago. “Upper Hand” é o destaque da Demo, Riffs pesado, Coros no refrão, Breakdown com riff marcante no final junto com coro “IF YOU DON’T TAKE A STAND – THEY’LL GAIN THE UPPER HAND”. Mas não pensem que a audição pode parar por ai, porque ainda falta “Born in Blood” com um puta refrão marcante, impossível não cantar junto:

“Born in blood – BORN IN BLOOD
He’s got the guts – GOT THE GUTS
To sacrifice – for his darker side.
Born in blood – BORN IN BLOOD
He’s got the guts – GOT THE GUTS
To sacrifice – for his darker side.”

E logo “No Need For Meat” é a ode ao Veganismo em apenas 38 segundos.

“Coz I don’t think, the planets just for us.
Coz I think, speciesism sucks.
Coz they do feel pain and I do feel shame,
when I see something that insane.

NO NEED FOR MEAT – coz they’re suffering
NO NEED FOR MILK – coz it’s killing
NO NEED FOR FUR – coz it’s retarded
No there’s no need to let ‘em bleed

NO NEED FOR MEAT – coz they’re suffering
NO NEED FOR MILK – coz it’s killing
NO NEED FOR FUR – coz it’s retarded
No there’s no need to let ‘em bleed

HEY
HEY
Let’s go the vegan way.”

E pra fechar a Demo “Drag Us To The Ground”, com outro refrão marcante, impossível não cantar junto

“NOBODY CAN DRAG US TO THE GROUND
NOBODY CAN DRAG US TO THE GROUND
We can’t be shut down, we won’t be drowned.
NOBODY CAN DRAG US TO THE GROUND “

Ao final da audição fica aquele sentimento de aproveitamento útil do tempo, não tendo perdido mais 10 minutos de sua vida. Não consigo achar expressão melhor do que um “CARALHO MANO, ESCUTA AI”.

Streaming e download: nametaker.bandcamp.com/‎
Obs: mensagem importante no próprio bandcamp dos caras

“Download is for FREE


You're free to send us some money. 100% of the money will be contributed to an animal caring organisation (Tierheim Stuttgart)”